A apresentadora Ana Maria Braga abriu o Mais Você desta terça-feira (2/12) com um forte desabafo sobre a escalada de casos de feminicídio que marcaram a última semana no país. Visivelmente indignada, Ana afirmou que não poderia iniciar o programa sem comentar a sequência de crimes brutais que chocaram o Brasil.
“Infelizmente, muito infelizmente, as notícias sobre feminicídio são cada vez mais frequentes e aterrorizantes”, declarou a apresentadora logo no início da atração.
Um dos casos citados foi o de Tainara Souza Santos, de 30 anos, que foi arrastada por cerca de 1 km por um carro na Zona Sul de São Paulo no último sábado (29/11). O agressor, cujo nome e foto Ana Maria exibiu no programa, foi preso por tentativa de feminicídio.
“O cara teve uma maldade tão grande que puxou o freio de mão enquanto ele a arrastava. A gente fica horrorizada. O que leva uma pessoa a fazer isso?”, questionou.
A apresentadora também mencionou o crime ocorrido no Recife, em que um homem é acusado de provocar um incêndio que matou a companheira e os quatro filhos do casal, também no sábado. “O homem está preso. Espero que fique para sempre. É uma prisão preventiva só por enquanto, vale lembrar. Eu não entendo”, desabafou.
Outro caso citado foi o de Adrielle Malaquias, jovem de 17 anos assassinada com cinco tiros no Rio de Janeiro. “Parecia coisa de bang-bang. Ele tirou duas armas e saiu atirando. Ela foi socorrida, mas não resistiu”, lamentou Ana.
Apesar de ter iniciado o programa em clima de celebração pelo Dia do Samba e pelo início das festividades natalinas, Ana Maria Braga afirmou que não poderia ignorar o cenário brutal de violência contra mulheres.
“A gente não pode ficar quieto. Até quando vamos conviver com notícias desse tipo absurdo? Para a gente só resta orar para essas famílias”, concluiu.
A fala da apresentadora repercutiu nas redes sociais e reforçou a urgência de discutir políticas públicas de prevenção, responsabilização e proteção às mulheres — em um momento em que o país registra números crescentes de violência doméstica e feminicídios.

